Quando o Crianças Felizes foi publicado pela primeira vez, em 2015, a parentalidade não era um território tão complexo. Aliás, até o termo era uma novidade para muitos.
11 anos depois, a realidade é radicalmente diferente: temos acesso a informação sobre crianças, desenvolvimento, emoções e educação como nunca antes. Há estudos, especialistas, livros, podcasts e opiniões para todos os lados. Mas, paradoxalmente, estamos mais cansados, inseguros, perdidos e muito sós. Não deveria ser o contrário? Se analisarmos bem, não. Teria de ser mesmo assim.
Por isso, e por tantos outros motivos, voltar a este livro passou a fazer todo o sentido. Tornou-se quase obrigatório.
Esta nova edição foi, por isso, revista, atualizada e aumentada e foi feita à luz do trabalho que, nos últimos anos, desenvolvi com as famílias que acompanhei, com os profissionais com quem trabalhei.
Há, contudo, algumas premissas que se mantêm da minha primeira redação e que são a maneira como olho para a Parentalidade: ela não é um conjunto de dicas, mas uma relação.
Então, e embora o Crianças Felizes fale sobre crianças – sobre autoestima, comunicação, inteligência emocional, resiliência, limites e, nesta nova edição, também sobre a preparação para a adolescência – o meu foco está sempre no adulto.
E porquê? Porque todos os miúdos precisam de adultos disponíveis para assumirem com coragem e responsabilidade, o lugar que lhes cabe nesta relação, para que todos possam continuar a crescer.
– Magda Gomes Dias, autora de Crianças Felizes





