Autor da Bookmile, na coleção Educação para a Saúde, o Dr. Manuel Mendes Silva acaba de publicar Vacinas: Os Super-heróis invisíveis, um livro que explica e celebra a importância deste avanço científico e da imunização para a saúde pública. «Ainda há preconceitos, falsas e deturpadas notícias, boatos e modas» que põem em causa a segurança e a eficácia das vacinas. Este livro pretende esclarecer, informar e estimular o gosto e a curiosidade pela aprendizagem.
O que levou a começar a escrever livros de saúde/educação infantis?
Sempre gostei de transmitir aos mais novos conhecimentos ou experiências que lhes pudessem ser úteis. Os meus netos também me estimulam e entusiasmam. Por outro lado, sempre gostei de escrever. A Filipa Casqueiro, editora da Booksmile, que já conhecia anteriormente de outra editora aquando da publicação de livros científicos, desafiou-me a escrever um livro sobre a sexualidade explicada aos mais novos. Foi do agrado geral, e entrou no Plano Nacional de Leitura LER+. Foi o primeiro livro desta coleção, e a partir daí abalancei-me, com a Filipa e as ilustrações da Carolina, a avançar para outras obras, sobre temas difíceis, como a morte explicada aos mais novos, ou mais educacionais, como a história da medicina ou as vacinas, que é um tema prático e atual.
Como avalia o seu trabalho em prol da educação para a saúde dos mais novos e famílias?
Penso que estes livros contribuem – através da leitura, estimulando-a, e do visual das ilustrações -, conjuntamente com outros meios de divulgação, para uma educação científica, de promoção da saúde e de realce de valores fundamentais nas novas gerações, e são um auxiliar precioso aos pais, professores e educadores na formação e instrução dos jovens, nestes variados temas.
Destes quatro livros qual foi o que mais gozo lhe deu escrever?
O que mais gozo me deu, pela delicadeza , sensibilidade e dificuldade do tema foi A morte explicada aos mais novos. Além da abordagem emocional, do mistério, e de vários aspetos das realidades que acompanham a morte de um ser humano, particularmente de um familiar ou amigo, socorri-me também de pequenos textos de especialistas médicos, psicólogos e religiosos de múltiplas crenças, além de entrevistas que fiz aos meus netos. Gostei do produto final, embora compreenda que é um assunto que todos querem evitar, embora por vezes tenha de ser enfrentado.
Quão importante é este novo livro sobre as vacinas?
As vacinas são importantíssimas na saúde pública, e têm evitado múltiplas doenças, graves ou mortais, nomeadamente em crianças. Graças às vacinas, e também às melhores condições sanitárias, aos antibióticos e a outros avanços terapêuticos, a mortalidade infantil diminuiu tremendamente e a esperança de vida aumentou imenso. É importante que elas sejam conhecidas, bem como os aspetos graves das doenças que elas evitam. E não só em Portugal mas também no resto do mundo, já que vivemos em globalização.
O que acha que leva muitas pessoas a não quererem vacinar os filhos?
Não há qualquer razão cientificamente válida para isso acontecer. Mas ainda há preconceitos, falsas e deturpadas notícias, boatos e modas que levam a que isso aconteça, infelizmente. As vacinas são amplamente estudadas antes de serem utilizadas, são seguras e eficazes, e só em raríssimos casos têm efeitos secundário graves. A correta informação científica e a educação para a saúde têm de ser implementadas por todos os meios.
Acha que é através dos mais pequenos que se consegue uma maior sensibilização para estes temas?
Como atrás disse, a correta informação científica e a educação para a saúde têm de ser implementadas por todos os meios. E isso passa muito pelos mais novos, crianças e jovens, que imediatamente sensibilizam os adultos e que ficam com uma preparação adequada quando eles próprios forem adultos.







