Uma nova chancela, autores consagrados e estreantes. Em 2026 a Penguin Random House volta a reforçar um catálogo de qualidade, plural e para todos os leitores.
De janeiro a junho serão lançados quase 400 títulos no grupo Penguin Random House. Às novidades de reconhecidos autores internacionais como Roberto Bolaño, László Krasznahorkai, Ray Bradbury, Leïla Slimani, Clarice Lispector, Jon Fosse, Alba de Céspedes, Jamaica Kincaid, Édouard Louis ou Gabor Maté, juntam-se autores portugueses como Patrícia Reis, José Gardeazabal, Ana Cláudia Santos, Afonso Cruz, Madalena Sá Fernandes, Mafalda Santos, Filipa Fonseca Silva, Jorge Pinto e Pedro Vieira, entre muitos outros.
A grande novidade editorial do grupo é a chegada de Roberto Bolaño à Cavalo de Ferro com dois livros inéditos em Portugal. Em abril, a estreia faz-se com Contos Completos. O incontornável escritor chileno é considerado um mestre na forma curta, que condensa todo o seu universo literário e criativo: a literatura, a marginalidade, a sexualidade, a violência, o banal e o extraordinário, a arte como obsessão. Em simultâneo, será lançado Um pequeno romance lúmpen, o último livro que o autor publicou em vida.
O Tango de Satanás, aclamado romance inaugural do vencedor do Prémio Nobel de Literatura László Krasznahorkai, chega às livrarias já em fevereiro. É um dos livros mais lidos e aclamados do autor, adaptado ao cinema num filme de culto realizado por Béla Tarr (1955-2026). Uma nova tradução de um dos mais importantes romances do século XX, Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, está nos planos da chancela para março.
Na Alfaguara, são nove as autoras que ocupam o semestre, entre estreias absolutas e aguardados regressos. Novos livros de Lara Moreno (Antes que a luz se apague), Alba de Céspedes (Nas palavras dela), Jamaica Kincaid (Autobiografia da minha mãe) e Leïla Slimani, uma das grandes escritoras contemporâneas, que em O diabo está nos detalhes reúne um conjunto de reflexões literárias, sociais e políticas, ombreiam com os premiados romances de Yiyun Li (Tudo na natureza apenas continua) e Katie Kitamura (Audição), ambos considerados dos melhores livros do ano pela crítica internacional especializada. Maria Grazia Calandrone (Escrito com sangue na água), Tatiana Tibuleac (O verão em que a minha mãe teve olhos verdes) e Daniela Krien (A minha terceira vida) são publicadas pela primeira vez em Portugal.
Também entre os autores lusófonos há grandes novidades, na Companhia das Letras. Depois da premiada biografia de Maria Teresa Horta, Patrícia Reis regressa já em janeiro ao romance com uma história poderosa sobre a fé e a fragilidade humana em O lugar da incerteza. Em fevereiro, Horas azuis, o primeiro romance da escritora brasileira, radicada nos EUA, Bruna Dantas Lobato, e Mulher no espaço, o novo romance de José Gardeazabal, que comprova a originalidade do premiado autor. Em março, Vera Iaconelli junta-se à coleção de não-ficção literária com Análise – notas do divã e é a vez do livro de estreia da aclamada autora Ana Cláudia Santos, A morsa – contos de inocência e de violência, regressar às livrarias. Em abril, e por falar em regressos, teremos de Afonso Cruz um surpreendente romance, A cozinheira do ditador, e de Manuel Abrantes E o teu corpo disse tudo. Em maio, Perdeu-se relógio de senhora é a estreia da autora Alice Brito neste selo, e lançamos o novo e aguardado livro de Madalena Sá Fernandes. De Clarice Lispector, serão publicados ao longo destes meses três novos livros: A hora da estrela, Laços de família e Felicidade Clandestina.
A enriquecer o catálogo da Elsinore, os livros de duas importantes escritoras argentinas: As meninas do laranjal, de Gabriela Cabezón Cámara, um dos maiores sucessos da atual literatura espanhola, e Perder o juízo, o novo livro de Ariana Harwicz, autora do aclamado Trilogia de paixão cuja adaptação cinematográfica chega brevemente às salas de cinema portuguesas. Destacamos ainda o mais recente romance da premiada autora catalã Clara Usón, As Feras, que nos apresenta a história de uma guerreira da ETA chamada La Tigresa, e Longitude, o segundo romance de Rita Canas Mendes e a continuação esperada da sua elogiada estreia literária. Mudar: método é o retrato preciso de uma transformação descrita nos seus mais íntimos e dolorosos detalhes: aquela que levou o jovem Eddy Bellegueule a metamorfosear-se em Édouard Louis, o escritor de sucesso internacional, e chega às livrarias em maio.
A completar cinco anos em Portugal, a Penguin Clássicos dá continuidade à sua missão de publicar o que de melhor se escreveu na literatura universal, num formato acessível, com as melhores traduções e introduções especializadas. Tito Andrónico, de William Shakespeare, Uma história da literatura portuguesa, de Fernando Pessoa, ou Discurso sobre a servidão voluntária, de Étienne de la Boétie, são alguns dos novos títulos da coleção. Os Little Black Classics também continuam a crescer, com textos breves de grandes autores como Olympe de Gouges, Michel de Montaigne, Raul Brandão e Ryu–nosuke Akutagawa.
A chancela Penguin
O ano de 2026 marca também a chegada da chancela Penguin a Portugal, reforçando a missão do grupo editorial: formar e acompanhar leitores, dos clássicos de sempre à literatura contemporânea, dos policiais à fantasia, dos ensaios que ajudam a pensar o mundo aos relatos de grandes vidas, sem esquecer os livros que nos inspiram a viver melhor. Aqui se acolhem vários títulos de ficção, de entre os quais destacamos as estreias de Carolina Fulcher com Morte Aparente, um romance intenso sobre solidão, destino e amor, e de susan abulhawa, escritora e ativista palestino-americana, com uma história de luta e sobrevivência num campo de refugiados em Jenin ao Amanhecer. De Berta Dávila, uma das vozes mais destacadas da literatura galega contemporânea, será publicado Esse lugar, vencedor do Prémio Xerais. Autores como Mafalda Santos, Filipa Fonseca Silva, Anabela Lopes, Fábio Ventura e Filipa Amorim também terão novos títulos sob este selo.
Na não-ficção, o reputado médico-pensador Gabor Maté oferece uma perspectiva inovadora e humanista sobre a PHDA em Mentes Dispersas, o cientista político e especialista militar Carlo Masala demonstra, de forma particularmente dramática, o que está, hoje, em jogo na Europa, em Se a Rússia vencer: um cenário, e Pedro Vieira reconstitui, num misto de ficção e investigação, a história real de sete mulheres que mudaram o mundo, no seu novo livro Vénus em chamas – E Deus instrumentalizou a Mulher. Para o Povo, de A. C. Grayling, recorda-nos porque é que ainda vale a pena defender a democracia, e Saudade: cartografia de um sentimento, de Henrik Brandão Jönsson, faz-nos pensar como é sonhar em português quando se está muito longe de casa. Em Girl On Girl, o melhor livro do ano para o The New York Times, Sophie Gilbert explica como a cultura pop levou uma geração de mulheres a voltarem-se contra si próprias.
A coleção Objetivamente ganha dois novos ensaios: Défice, de Emma Holten, denuncia a falácia em que radicam os modelos económicos que desconsideram o trabalho do cuidado e de reprodução social femininos e em Hiperpolítica o professor e historiador Anton Jäger explica-nos porque é que, apesar dos esforços para que tudo seja político, o ativismo é, hoje, um palco vazio.
Banda desenhada e literatura infantojuvenil
Por último, mas não menos importante, a banda desenhada, na Iguana, onde destacamos três novidades em língua portuguesa: um livro familiar do candidato à Presidência da República, Jorge Pinto (Tamem Digo!), uma história real sobre a mais incrível fuga da prisão no Estado Novo, de Paulo Caetano e Jorge Mateus (Fuga) e o primeiro livro do designer e influencer Wandson Lisboa (O cão invisível). A Distrito Manga dá continuidade a séries icónicas, incluindo o fenómeno Sailor Moon, e inicia a publicação da manga coreana The Broken Ring, uma arrojada adaptação de um webtoon com milhões de leitores em todo o mundo.
Na divisão infantojuvenil, a Booksmile publica Planeta Z, um diálogo de Diogo Faro com vários ativistas da geração que está a moldar o futuro. A mesma chancela lança uma edição revista e melhorada de um dos maiores sucessos do catálogo: Período, de Patrícia Lemos. A Fábula distingue-se por diversas obras de criadores premiados, nomeadamente As Mulheres ao Longo da História, de duas autoras polacas. A Nuvem de Letras traz uma diversidade de propostas, desde Tu bebes a água que um dinossauro bebeu, das jornalistas Miriam Alves e Diana Matias (ilustrado por Filipa Beleza), ao novo livro de Capicua para os mais novos, um delicado herbário poético, ilustrado por Carolina Maria. E ainda Atlas das Criaturas Mágicas de Portugal, um assombroso guia de Samuel F. Pimenta com ilustrações de Helena Soares.






