Do autor do memorável Somos o esquecimento que seremos, um romance que mergulha nos dilemas de um homem traído pelo seu próprio coração.
«Um tributo ao amor e à amizade, à dor e à solidão. Um romance com o qual, mais uma vez, Faciolince é capaz de nos deixar sedimentos intelectuais e sentimentais difíceis de esquecer.» Leonardo Padura
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«Talvez ele não quisesse um coração alheio apenas para continuar a viver, mas também um coração alheio para começar uma segunda vida.»
No centro desta história, está um homem que aguarda um transplante de coração. Luis Córdoba é um padre amável, culto, corpulento, com um coração que mal lhe cabe no peito: a sua fisionomia é um obstáculo a que encontre facilmente um dador compatível. Por precisar de repouso e não estar capaz de viver sozinho, Córdoba hospeda-se numa casa onde moram duas mulheres e os seus três filhos. Devoto da ópera e do cinema, vai partilhando o que sabe com as mulheres e as crianças, pintando de música e imagens as paredes da casa. Ao ritmo do batimento preguiçoso do seu coração, deixa-se enredar na vida familiar e nas rotinas domésticas, e quando dá conta está a desempenhar um papel que nunca concebeu. Enlevado por sentimentos que até então desconhecia, cedo começa a repensar as suas escolhas e as suas crenças.
Num puro limbo, a crise existencial do padre bondoso, rodeado de mulheres-coragem e de uma galeria de personagens menos recomendáveis, serve para dissecar com lente cirúrgica a instituição do casamento: como numa fortaleza sitiada, quem está dentro quer sair, quem está fora quer entrar.
De um dos mais estimados autores colombianos deste século, chega-nos uma narrativa comovente, plena de ironia e acutilância, que sublima o poder do otimismo, da arte e do amor no meio de um mundo hostil. Já dizia o Padre Córdoba: «O que é verdadeiramente misterioso não é a doença ou o mal, mas a saúde, a bondade e a beleza.»
Os elogios da crítica:
«Um dos escritores fundamentais da língua espanhola. […] O verdadeiro mistério não reside no mal, que é banal, senão no bem, que é excecional. Este livro é uma tentativa preciosa de explorar esse mistério.» Javier Cercas
«Nenhum livro de Héctor Abad Faciolince acontece fora da vida. Ainda que dissequem o luto, a perda ou o medo, agarram-se à vida.» Karina Sainz Borgo
«Uma reivindicação declarada da importância de sentir, apaixonar-se, apreciar as coisas bonitas. Um livro em que se defende que a única esperança da humanidade é continuar a apostar na beleza, no que faz de nós melhores pessoas e mais inteligentes.» David Trueba
«Um romance total.» El Cultural
«Uma obra de ficção que serve para enfrentar questões que só o romance – o romance como arte – pode abordar.» Babelia
«Faciolince escreveu um romance sobre a bondade sem ser delicodoce, sobre o desejo sem ser sórdido, e sobre a morte sem ser dramático.» ABC
«Quem lê este livro, lê um ser humano.» El Periódico
«Romance magistral e cervantino, em parte pelo tratamento do humor, que nos devolve a literatura do sempre muito necessário Faciolince.» El Correo Gallego
«Um dos romancistas mais reverenciados da América Latina.» The Guardian