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O que é meu

Durante 50 anos, Seu Didi foi camionista e percorreu as estradas do Brasil. O país transformou-se, o mundo mudou, Didi adoeceu. Este livro conta a sua história. Uma narrativa íntima, de rara sensibilidade literária, que apresenta José Henrique Bortoluci como umavoz fulgurante da literatura em língua portuguesa.

Prémio Melhor Ensaio | Associação Paulista de Críticos de Arte

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Características
ISBN 9789897870583
Data de publicação Fevereiro de 2024
Edição atual 1.ª
Páginas 192
Apresentação capa mole
Dimensões 130x215mm
Idade recomendada Adultos
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Descrição

«Palavras são estradas. É com elas que conectamos os pontos entre o presente e um passado que não podemos mais acessar. Palavras são cicatrizes, restos de nossas experiências de cortar e costurar o mundo, de juntar seus pedaços, de atar o que teima em se espalhar.»


Durante cinquenta anos, entre 1965 e 2015, Seu Didi foi camionista nas estradas do Brasil. O país mudou, o mundo transformou-se, Didi adoeceu. Este livro conta a sua história, que é tambéma história de uma família, de um país e de uma época.
Num livro ao mesmo tempo bravio e terno, José Henrique Bortoluci parte de conversas com Didi, o seu pai, e leva o leitor numa viagem pelo passado e o presente de um homem comum, que viveu a ditadura militar e um quotidiano amargo, a chegada do «progresso» e a falta de oportunidades, o apagamento da individualidade, a ausência de futuro quando lhe é diagnosticado um cancro. Mas não só — o autor mergulha no baú das suas recordações, no diárioda mãe, nas histórias dos companheiros do pai, e afina o tom com rara sensibilidade.
Feito literário incomum, O que é meu compõe um álbum de família onde desfilam personagens e episódios que não sairão da nossa memória: uma narrativa íntima, mediada pela idiossincrasia de quem escreve, e que se aventura por registos e territórios pouco explorados na literatura em língua portuguesa.

«Com extrema sensibilidade, José Henrique Bortoluci conjuga biografia, história, sociologia e política, para fazer de um homem comum o protagonista de um épico invisível.»
Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras

«Num único livro, José Henrique Bortoluci reúne as entrevistas que fez ao pai sobre os anos dele como camionista […], junta-lhe as próprias recordações da infância e as entradas repescadas do diário da mãe e embrulha tudo com uma dura dose de realidade […]. Íntimo e pessoal, O que é meu consegue ser também universal […]. Esta é a história da ligação profunda entre pais e filhos.»
Andreia Costa, Observador

«O que é meu é um livro de ensaios ao mesmo tempo que é um livro de memórias ao mesmo tempo que é praticamente um diário — mas, acima de tudo, é um privilégio. É que raras vezes o simples é assim contado como belo.»
Ângela Marques, Sábado

«Uma estreia potente na literatura.»
Estadão

«A história cheia das chagas de Didi é, por metonímia, a história de um país que priorizou […] a ideia de um suposto progresso acima de tudo. […] É também uma história sobre masculinidade, paternidade, sobre o câncer que ameaçou levar o pai do autor enquanto a obra era escrita.»
Folha de S. Paulo

«Um livro sobre relações: entre José e a mulher, entre José e os companheiros de estrada, entre José e o(s) filho(s), entre o pessoal e o político, entre a terra e aspessoas. E sobre como essas relações se cruzam, se chocam e constroem: heranças, corpos, países.»
Valor

«O que é meu transborda de sensibilidade e história. Histórias das estradas que passam por longas distâncias de casa e dentro de seus corpos. Uma travessia entre a vida e a vida, as diversas que podemos ter. Um caminho dentro e fora do caminhão e cheio de cicatrizes.»
Gama

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