Durante a brutal ditadura argentina, o regime militar que dizimou uma geração inteira entre 1976 e 1983, centenas de mulheres grávidas desapareceram. Sequestradas, foram forçadas a dar à luz em cativeiro e executadas, enquanto os seus recém-nascidos eram entregues a famílias de polícias e militares.
Um grupo de mulheres destemidas, unidas pela fé de que os seus netos ainda poderiam estar vivos, formou as Abuelas de Plaza de Mayo, transformando-se em detetives que confrontaram militares, assumiram pseudónimos e foram pioneiras em testes genéticos inovadores para encontrar as crianças roubadas.
No Meu Sangue Viajava uma Flor leva-nos numa jornada de amor, resiliência e redenção, revelando novas verdades sobre memória, identidade e família. Fruto de anos de extensa pesquisa em arquivos, esta é uma raríssima obra narrativa que se lê como um romance.
Os elogios da crítica:
“Uma história profundamente pesquisada e contada de forma cinematográfica.”
The Washington Post
“Esta narrativa, bem escrita e rica em emoções, é um alerta – subitamente muito relevante para os nossos tempos – acerca dos horrores que podem acontecer quando um governo rotula impiedosamente os seus adversários políticos de “subversivos” e “terroristas” e confere poderes ilimitados às forças da lei.”
Foreign Affairs
“Haley Cohen Gilliland concentra-se no sofrimento de uma única família devastada, amplia o seu foco para incluir outros casos e insere a sua narrativa num relato conciso da história recente da Argentina […] As lições […] para o momento atual são múltiplas: quando os tiranos ameaçam, mais pessoas e instituições podem acobardar-se, ao invés de resistir; a perda de mecanismos de controlo da violência estatal pode ser catastrófica; e ninguém sabe quem será a próxima vítima.”
The Atlantic
“Haley Cohen Gilliland escreveu um livro extraordinário. Uma saga familiar cativante e um thriller forense ambientado numa narrativa abrangente de cem anos da história argentina. No Meu Sangue Viajava uma Flor é também um lembrete angustiante e oportuno do que acontece quando a democracia sucumbe ao despotismo.”
Adam Higginbotham, autor de Meia-Noite em Chernobyl