Um dos maiores sucessos da atual literatura sul-americana, As Meninas do Laranjal reconta, com lirismo e irreverência, a história da basca Catalina de Erauso, a «freira alferes».
National Book Award para Literatura Traduzida 2025
Premio Sor Juana Inés de la Cruz 2024
Premio Ciutat de Barcelona 2023
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Em Pré-venda: Entrega a partir de segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Para cumprir uma promessa à Virgem do laranjal, que o salvou da forca, Antonio de Erauso liberta duas meninas índias do jugo espanhol adentrando-se com elas na selva imensa. Aí começa a escrever uma longa carta à sua tia, a prioresa do convento em Espanha de onde ele próprio fugira sedento de mundo e liberdade, num tempo em que era mulher e noviça, de nome Catalina. Enquanto relata a sua vida aventurosa e errante que o levou a ser grumete, vendedor, soldado na Conquista das Américas e fugitivo, as duas meninas guaranis exigem a sua atenção e cuidados. Ao longe ouvem-se os ferozes cantos dos índios que soam a guerra, enquanto sobre eles paira a sombra paciente e ameaçadora de um abutre.
Um dos maiores sucessos da atual literatura em língua espanhola, As Meninas do Laranjal reconta numa abordagem lírica e irreverente a vida de Catalina de Erauso, a «freira alferes», famosa personagem histórica que cativou a imaginação do século de ouro espanhol. Uma sátira barroca e picaresca que subverte a história da América Latina e encontra na selva um lugar mágico de transformação.
Os elogios da crítica:
«Uma leitura em que há crueldade, sexo e sangue, que distorce a linguagem e a tradição, e aprofunda o sentimento de solidão do ser humano, além de explorar temas como o género ou a colonização da América. Cabezón Cámara escreveu uma crónica das Índias a partir do futuro.» El Mundo
«Um romance queer e picaresco lírica e linguisticamente inventivo. A sua estrutura narrativa e prosa vibrante subvertem a narrativa histórica tradicional.» Chicago Review of Books
«Gabriela Cabezón Cámara é uma das vozes mais autênticas a escrever em língua espanhola neste momento.» Samanta Schweblin
«Um pulsar intrépido que nos sacode e desarma diante do poder silencioso, ao mesmo tempo extraordinário e inocente, da selva e das criaturas retratadas.»