Categorias
Destaque Penguin Educação

«Um livro pode ser um dos sítios mais divertidos onde alguma vez estiveram» — Nota da editora

, na categoria: Booksmile, Nota da editora

Há livros que conquistam pelo mistério, outros pela aventura. O Rapaz Batata conquista por algo que, por vezes, parece subestimado quando falamos de literatura infantil: faz rir. E rir a sério. Daquele riso espontâneo, barulhento, que obriga a interromper a leitura para mostrar uma página a alguém lá em casa.

Ao longo dos anos, fomo-nos habituando a procurar livros que ensinem, que tranquilizem, que expliquem emoções ou respondam às grandes perguntas da infância. Tudo isso é importante, claro. Mas também é importante haver livros cujo principal objetivo seja oferecer às crianças o prazer puro da leitura. Porque quando uma criança descobre um livro que a faz rir, descobre muitas vezes também o desejo de continuar a ler. E poucas coisas são tão importantes como esse primeiro encontro feliz com os livros.

O Rapaz Batata não tenta justificar o humor nem transformá-lo numa «lição». Confia plenamente na capacidade das crianças para rir do absurdo, do nojento, do inesperado e do ridículo e, pelo meio, acaba por falar de amizade, empatia, coragem, família e imaginação sem nunca levantar o dedo moralizador.

Na linha de séries como O Diário de um Banana, Neil Coslett prova que o humor pode ser uma extraordinária forma de conquistar leitores. Entre extraterrestres, sanitas-robô, cães malcheirosos, professores com nomes de fruta e amizades improváveis, constrói um universo deliciosamente absurdo, onde tudo parece possível. E é precisamente aí que acontece a magia: as crianças riem, continuam a ler e, sem darem por isso, descobrem que um livro pode ser um dos sítios mais divertidos onde alguma vez estiveram.

Susana Paiva, editora Booksmile

 

Partilhar:
Outros artigos: