«Tornarmo-nos homens (ou mulheres) enquanto lemos — em busca de algo similar, temos, pois, recorrido à ficção ao longo dos séculos. É isto que lhe pedimos: a construção do que somos ou queremos ser, ou a lenta descoberta de nós próprios através das palavras dos outros.»
A vida é um ponto de vista: cada indivíduo está condenado a viver encerrado numa perspetiva, sujeito às coordenadas e limitações que ela impõe. Assumir outro ponto de vista, além de dificílimo, exige altas doses de imaginação, curiosidade e clarividência. Que papel tem nisto a literatura? Será o único reduto onde o mundo pode ser interpretado e iluminado?
Neste livro, Vásquez defende que há na literatura uma maneira exclusiva e inimitável de dilucidar as complexidades da experiência humana, de iluminar a «vida invisível». O conhecimento que daqui emerge é mais indispensável hoje do que nunca: se vivemos cada vez mais confinados a uma realidade individual e menos talhados para as experiências partilhadas, o «mergulho no outro» nunca foi tão vital. Como disse Marcel Proust: «A verdadeira vida […] e por consequência a única vida digna de ser vivida, é a literatura.»
Estes textos nasceram de um convite da Universidade de Oxford para que Juan Gabriel Vásquez proferisse as prestigiadas Conferências Weidenfeld, no passado confiadas a escritores como Mario Vargas Llosa, George Steiner, Umberto Eco ou Ali Smith. O resultado é uma reflexão imprescindível, de um notável artesão da escrita e do pensamento, merecedor de prémios tão prestigiados como o Impac Dublin Literary Award, o Prix du Meilleur Livre Étranger e o Premio Real Academia Española.
Os elogios da crítica:
«Vásquez é um dos maiores escritores do mundo.»
La Repubblica
«Um escritor muitíssimo talentoso. Um dos maiores da língua espanhola.»
Le Figaro
«Para Vásquez, romancear não serve para contar a vida, mas sim para contar a vida de um modo que é exclusivo do romance.»
El Correo
«Vásquez sucedeu a García Márquez como o grande mestre da literatura colombiana.»
The New York Review of Books
«Vásquez é, no panorama literário atual, uma raridade. É pouco comum o seu enraizamento profundo na tradição ocidental, e ainda menos comum é a participação ativa no debate político e social que promove.»
Letras Libres
«Não há uma página de Juan Gabriel Vásquez que não seja luminosa. Todas brilham, como
o fio da navalha. Lançam essa luz estranha das coisas que ferem ou que ardem.»
Karina Sainz Borgo
«Vásquez reinventou a literatura latino-americana do século XXI.»
Jonathan Franzen