«Escrever, ensinar, jardinar, ir ao supermercado, cozinhar, tratar da roupa — são atividades que, situando-se no tempo, não rivalizam com os meus filhos, porque eles se tornaram intemporais.»
Vincent morreu com 16 anos. James morreu com 19 anos. Num intervalo de sete anos, os dois filhos de Yiyun Li escolheram o suicídio, a meio caminho entre a escola e a casa de família. Tudo na natureza apenas continua é um testemunho delicado, revolucionário, que tem origem no «abismo», o novo habitat de uma escritora que escolhe professar a «aceitação radical» destas mortes trágicas.
Indefetível na eterna condição de mãe, eternamente ligada aos seus filhos, Yiyun Li faz germinar neste livro uma gramática só sua: austera, íntima, capaz de descrever uma das mais extremas experiências humanas, no ponto exato em que a linguagem costuma falhar. Num exercício literário inigualável, Yiyun Li fixa para sempre o lugar dos seus filhos no mundo, porque «não há agora e outrora, agora e mais tarde; só agora e agora e agora e agora», mas somente agora e agora e agora e agora», como um tempo que nunca termina, apesar da tragédia.
Os elogios da crítica:
«Um memorial sublime.»
The Washington Post
«Um inesquecível monumento à resistência, que nos oferece um consolo feroz.»
The Sunday Times
«Transcendental. […] Com uma escrita despojada, que se infiltra profundamente, Yiyun Li analisa a relação entre linguagem e perda, homenageando os filhos que trará consigo para sempre.»
Time
«Um livro de memórias distinto dos outros, estranho, profundo e ferozmente determinado a não virar a cara. […] Li confronta a perda dos seus filhos, mas também, ao procurar relatar uma angústia que desafia qualquer descrição, os limites da linguagem.»
The New York Times
«Dizer que este livro corajoso é um testemunho de amor é um eufemismo. Este livro transforma-nos, ao mesmo tempo que desejamos muito que ele nunca tivesse precisado de ser escrito.»
The Observer
«Neste livro de memórias sobre a perda dos seus filhos, Li recusa o sentimentalismo; mesmo assim, o leitor pode sentir-se derrubado pela sua força emocional.»
The Guardian
«Uma obra de beleza austera, situada num reino diferente dos outros livros sobre luto. Isto acontece, em parte, por causa de uma surpreendente serenidade e contenção emocional, e em parte porque descreve uma experiência excecionalmente terrível. […] Um inesquecível monumento à resistência, que nos oferece um consolo feroz.»
The Sunday Times
«O impressionante relato de Yiyun Li sobre como escolheu a aceitação radical em vez do desespero explica por que razão os artistas oferecem por vezes mais sabedoria do que qualquer outra forma de espiritualidade.»
Los Angeles Times