Os contos de Roberto Bolaño, mestre na forma curta, condensam todo o universo literário do autor, um dos mais insurgentes e singulares das letras contemporâneas. São histórias povoadas por personagens em constante errância, das franjas da América Latina às cidades espectrais da Europa: poetas obscuros, criminosos moralmente ambíguos, mulheres enigmáticas, exilados em busca de um lugar só seu.
Como num plano previamente desenhado pelo autor, um «campo minado» legado aos seus leitores, personagens e fios narrativos entrelaçam-se compondo uma espécie de ficção total, um organismo vivo, que abre incontáveis possibilidades de associação com as suas partes e o restante da sua obra, como são exemplo as aparições em vários destes textos dos famosos detectives selvagens Belano e Ulisses Lima, ou a ligação entre o primeiro e o último conto, jogos literários que somente uma leitura continuada, num único volume, pode proporcionar.
Organizado por ordem cronológica, Contos Completos inclui todos os contos escritos por Bolaño: quer os volumes já publicados (Telefonemas e Putas Assassinas), agora em nova tradução, quer os inéditos em Portugal (O Gaúcho Insuportável, O Segredo do Mal e O Contorno do Olho), revelando a potência de uma voz que irrompeu como uma novidade e sacudiu o cânone literário tornando-se um fenómeno mundial.
Os elogios da crítica:
«Em Bolaño, a literatura é uma forma de boémia, marginalidade ou combate; ou então o combate, a boémia e a marginalidade é que se fazem matéria literária.»
Pedro Mexia, Expresso
«O mito de Bolaño serviu para potenciar o reconhecimento de uma obra na qual havia originalidade, na qual havia qualidade.»
Mario Vargas Llosa
«Era um verdadeiro génio, um dos maiores escritores do nosso tempo.»
Paul Auster
«O escritor mais influente e admirado da sua geração.»
Susan Sontag
«Bolaño experimentou a intensidade incomparável de escrever não uma obra-prima, mas mais do que uma.»
Javier Cercas
«Roberto Bolaño não escreveu livros, mas uma obra total.»
Lina Meruane
«Bolaño era um jogo, o seu campo, a política, a poesia e a melancolia… e a sua escrita não tem paralelo.»
Mariana Enriquez