A Penguin Random House entra no segundo semestre do ano acompanhada de celebrados autores internacionais como Jon Fosse, Karina Sainz Borgo, László Krasznahorkai, Leïla Slimani, Slavoy Zizek, Benjamin Moser, Roberto Bolaño, ou Roberto Saviano, aos quais se juntam estreantes no catálogo, como Kiran Desai, Mircea Cărtărescu, Valeria Luiselli, ou o irmão da Princesa Diana, Charles Spencer. A este contingente internacional, unem-se autores portugueses como Afonso Cruz, Andreia C. Faria, Hugo Gonçalves, João Tordo, João Zamith, Eduardo Sá, Catarina Barros, vencedora da 1.ª edição da Bolsa de Criação Penguin, e muitos mais.
Este semestre traz muitas novidades de autores da Alfaguara. Karina Sainz Borgo reinventa-se com uma saga familiar alucinante, Nazarena, em setembro. Em outubro, quase 10 anos depois do fenómeno Gomorra, Roberto Saviano regressa ao romance com uma história verídica, O meu amor não morre. No mesmo mês, Leïla Slimani relembra a infância para refletir sobre as línguas com que cresceu, no ensaio Assalto à fronteira. Um romance com Princípio meio fim marca a estreia da mexicana Valeria Luiselli no catálogo e a multipremiada Marie NDiaye regressa com uma história tão antiga quanto o próprio tempo, A feiticeira.
Na Cavalo de Ferro, em setembro, novidades de dois pesos-pesados: um recorrente candidato ao Nobel César Aira, com O divórcio, e o mestre húngaro do apocalipse, László Krasznaorkai, com Guerra e guerra, um dos seus romances mais aclamados. Outubro é mês de Nostalgia, obra inaugural de Mircea Cărtărescu e primeira do autor romeno a ser publicada na editora. Em novembro, pouco depois da visita do autor ao FOLIO, chega o novo livro de Jon Fosse, Hotel Vaim, continua a trilogia iniciada pelo norueguês depois da atribuição do Nobel, e o fenomenal Roberto Bolaño regressa com novas edições de Os detectives selvagens e Estrela distante.
Grandes novidades também na Companhia das Letras, onde, este mês, Hugo Gonçalves assina O império do fim, e se destacam duas estreias: Aposto tudo numa elegância ferida, um livro de histórias da premiada poeta Andreia C. Faria, e Por escrito, romance anti-sentimental da brasileira Elvira Vigna, autora icónica distinguida com o Prémio Jabuti. Em outubro, João Tordo e Pilar Benamor regressam no policial O inferno cheio, e Afonso Cruz surpreende com Canção de Circe, poema épico e alegoria sobre a desumanização. Também em outubro, na não-ficção, Catarina Barros, vencedora da 1.ª edição da Bolsa de Criação Penguin, estreia-se com o ensaio Labor.
Na Elsinore, em setembro, completa-se a publicação da adaptação ilustrada de Sapiens, história breve da humanidade, de Yuval Noah Harari. Ainda em outubro, Princesa Bari marcará a estreia em Portugal do coreano Hwang Sok-Yong, finalista dos prémios Femina e Booker Internacional, com um romance de formação que habilmente entrelaça mito e realismo sombrio trazendo uma fábula milenar para os nossos dias. O roteiro do semestre termina com o deslumbrante Atlas de ilhas remotas, de Judith Schalansky, uma viagem ilustrada a cinquenta e cinco mundos longínquos.
A chancela Penguin, inaugurada este ano em Portugal, continua a reforçar o seu catálogo com livros para todos os leitores. Na ficção internacional, destacam-se A solidão de Sonia e Sunny, da indiana Kiran Desai, O turista acidental, da multipremiada Anne Tyler, O profeta, de José María Zavala, e Bad Words, primeiro romance de Rioghanch Robinson dedicado ao público adulto. A ficção nacional conta com o folk horror vimaranense de João Zamith, em Que o inferno pareça aqui, e com duas estreias ambientadas no pré- e no pós-25 de abril: Carcaça, do Senhor Vulcão, e A balada do bairro, de João Almeida Santos.
Não-ficção
Na não-ficção internacional com selo Penguin, o grande destaque internacional será o lançamento de O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã, escrito por Charles Spencer, um livro retrato íntimo e emocionante da «princesa do povo», irmã do autor, que será lançado em todo o mundo a 22 de setembro.
Carlo Rovelli reflete sobre a bomba atómica em A consciência pesada dos físicos, Katja Hoyer retrata Weimar, uma cidade à beira do abismo entre guerras mundiais, o filósofo Slavoj Žižek visa os Fascismos liberais num novo conjunto de ensaios na coleção Objetivamente, o jornalista Alex Perry investiga o massacre de Palma, Moçambique, em Vai jorrar sangue, Benjamin Moser traça a história do Antissionismo, Cory Doctorow expõe a Merdificação de quase tudo, o ator Stephen Graham (Adolescência) e a psicóloga Orly Klein abordam a realidade complexa da paternidade moderna em Cartas aos nossos filhos, e a jornalista Haley Cohen Gilliland revela a história das Abuelas de Plaza de Mayo em No meu sangue viajava uma flor, finalista do Prémio Pulitzer.
Na não-ficção nacional, destaca-se Um pássaro quando pousa nunca deixa de voar, onde o psicólogo Eduardo Sá parte do acidente que mudou a sua vida para uma reflexão sobre a fragilidade humana e a capacidade de resistir, e Beatriz: uma melodia interrompida, o livro de uma mãe em luto que parte do assassinato brutal da sua filha, Beatriz Lebre, para nos falar não só deste caso mediático, mas também do flagelo da violência no namoro. Espaço ainda para livros que nos podem ser práticos para o dia-a-dia, como o livro sobre envelhecimento saudável Smart-Aging, da Dra. Ana Rita Victor, Guia para Sobreviver a uma Emergência, um livro de preparação para catástrofes naturais, pelo especialista em proteção civil André Morais, que todos devíamos ler, e um livro para todos os saudosistas dos anos 90, por Bruno Horta.
No seu 5.º aniversário, a Penguin Clássicos continua a publicar o melhor da literatura universal. A casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, e Josefine, a cantora ou o povo dos ratos e outros contos, de Franz Kafka, chegam em setembro. Em novembro, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e Questões Naturais, de Séneca. A Penguin Great Ideas, dedicada a curtos ensaios, continua a crescer com O poder da palavra, de Simone Weil, e Como ser estoico, de Epicteto, Séneca e Marco Aurélio. Na Little Black Classics, mais dois pequenos grandes títulos: Quando a noite mergulhar na escuridão o mundo, de Ovídio, e Habitações operárias, de Teixeira Bastos.
Destacamos ainda, na Topseller, Uma mulher em queda, o novo thriller de Colleen Hoover, com uma história enigmática, imprevisível e carregada de tensão e, na Secret Society, Barbie: Dreamscape, de Alex Aster, o primeiro título de uma nova coleção idealizada pela Mattel, que reinventa a icónica Barbie numa aventura de descoberta e crescimento para lá dos limites do seu mundo cor-de-rosa, inaugurando uma série que contará com muitos outros livros e aventuras.
Livros ilustrados
As novelas gráficas terão o seu destaque neste outono. Na primeira mangá do conceituado japonês Hayao Miyazaki, A Viagem de Shuna, acompanhamos a viagem de um príncipe à procura de sementes douradas que vão salvar o seu reino. Já Tessa Hulls, em Os Meus Fantasmas, traz-nos uma comovente viagem por três gerações de mulheres chinesas, repleta de amor, perda, exílio e procura de identidade.
Na Distrito Manga destaca-se o livro My Broken Mariko de Waka Hirako, uma história emocionante sobre saúde mental e violência doméstica, uma leitura ideal para os fãs de Alison Bechdel e Marjane Satrapi. É lançado ainda o primeiro volume da manga coreana Omniscient Reader’s Viewpoint, que mistura ação e fantasia, e é um dos maiores sucessos do Webtoon.
Literatura infantojuvenil
No infantojuvenil trazemos um Herbário poético de Capicua que dá o mote para uma rentrée mais verde e serena, com ilustrações de Carolina Maria (Nuvem de Letras). As jornalistas Diana Matias e Miriam Alves publicam Quanto tempo o tempo tem?, uma fascinante viagem ilustrada por Soraia Oliveira (Lilliput). A Booksmile traz um novo título de Onjali Q. Raúf, a conclusão da série Indomáveis de Yuval Noah Harari, narrativas fantásticas e álbuns de não-ficção sobre guerra e competição. Pela Fábula chega uma versão juvenil da Ilíada e da Odisseia num único volume, contos de Clarice Lispector para os mais novos, e uma parábola de Kobi Yamada. Uma novela gráfica ao ritmo da música e um mistério juvenil inspirado em Agatha Christie distinguem-se na Nuvem de Letras.




















