Sonny e o irmão cresceram no Harlem e viveram na pele a desesperança e o sufoco da discriminação. Sonny encontra nos blues a salvação possível, o irmão opta por uma vida certinha, como professor de liceu. Depois de muitos anos separados, é a tragédia que provoca o reencontro, e o irmão mais velho cumpre finalmente a promessa que fizera à mãe de proteger sempre o mais novo. É também na música que os reclusos de uma penitenciária do Sul procuram a força para resistir à brutalidade sistémica. Esmagados pela violência, cantam sem parar para sublimar a dor. É o que fazem sempre os protagonistas destas histórias marcantes, homens e mulheres que compreendem que não há como evitar a desgraça «que nunca cessa». Todos, à sua maneira, tentam manter a cabeça à tona.
Assombroso e contundente na sua ilustração do beco sem saída do racismo, este volume é uma autópsia da democracia americana, um grito de lucidez sobre o que é ser-se negro na América, e as feridas subtis, mas profundas, que a discriminação grava na pele de vítimas e executores.
Os elogios da crítica:
«Os contos de Baldwin são tão magistrais quanto os romances.»
The Times
«Estas histórias carregam toda a compaixão de Baldwin. Só um leitor com um coração de pedra não se comoveria até às lágrimas em chegando ao fim de Blues para Sonny.»
The Guardian
«Baldwin, o pensador de expressão cortante, perturbadora, perfeita. A sua lucidez chega a doer na pele.»
Valter Hugo Mãe, Jornal de Notícias
«Cem anos depois do nascimento de James Baldwin, a sua actualidade não diminuiu. […] Baldwin não é um incendiário, é um homem que diz que há um incêndio. E que não se pode virar a cara, esperar que o incêndio se apague sozinho.»
Pedro Mexia, Expresso
«Um dos poucos escritores norte-americanos verdadeiramente indispensáveis.»
Saturday Review
«Não há nada de simplista na desarmante simplicidade de Baldwin. Tudo em Baldwin é complexo.»
The Literary Hub
«Poucos autores souberam, como James Baldwin, pôr em literatura toda a contradição de sentimentos em relação ao seu país e ao que era ser e sentir-se americano.»
Isabel Lucas, Público
«Se Van Gogh foi o artista mais venerado do século XIX, James Baldwin foi-o no século XX.»
Michael Ondaatje
«Baldwin não perdeu contacto com as suas origens, o que faz com que a sua obra possa ser apreciada por uma comunidade de leitores mais vasta e diversa do que a de qualquer outro escritor americano.»
The Nation
«Baldwin sempre recusou toda e qualquer condescendência. Era direto e acutilante. Não escrevia para convencer fosse quem fosse. Escrevia para lá do leitor.»
Ta-Nehisi Coates
«[James Baldwin] usa as palavras como o mar, as ondas.»
Langston Hughes
«Cada “novo” livro do escritor insubmisso […] traz uma espécie de iluminação intelectual a jusante, uma influência que se prolonga depois da leitura. É, afinal, um gigante das Letras, aquele que nos fala a partir do lugar da negritude […]. Porém, há sempre uma réstia de amor que leva a melhor na observação lúcida da angústia da pele.»
Inês Lourenço, Diário de Notícias