Aos catorze anos, Elizabeth Cuttner não tem ilusões sobre o mundo nem sobre si mesma. Olhou-se ao espelho e viu a verdade. Depois da morte dos pais, à qual talvez não tenha sido totalmente alheia, esta descendente de uma longa linhagem de bruxas é acolhida pela avó e pelo tio numa mansão em Manhattan, um dos poucos vestígios antigos da cidade que resistem ao avanço dos arranha-céus. Num ambiente impregnado de erotismo, relações dúbias e sádicas, de uma violência velada mas não menos perturbante, Elizabeth entra no mundo do sobrenatural e das artes mágicas, guiada pelas aparições de uma antepassada, aprendendo a exercer todo o seu poder como instrumento de manipulação, com absoluta malevolência e sangue-frio.
Clássico do terror gótico norte-americano, que tem sido alvo de uma redescoberta internacional, Elizabeth, de Ken Greenhall, é um romance invulgar e do «inatural» protagonizado por uma heroína de sensualidade arrepiante, uma Lolita cerebral, sarcástica e extraordinariamente verosímil.
Os elogios da crítica:
«Retrato elegante de um mundo em que o mal é total e triunfa por completo.»
Sunday Times
«A prosa de Greenhall é límpida, nítida, e não precisa de pormenores truculentos para descrever o horror.»
La Repubblica
«Uma obra inquietante.»
The New York Times
«[Um livro] que, sem dúvida alguma, consegue cativar a nossa atenção.»
El Mundo
«Bruxa ou Lolita? Definitivamente, malvada. […] Um romance gótico do misterioso Ken Greenhall, com uma protagonista assassina e sedutora. Um autor que está na hora de redescobrir.»
Il Venerdì di Repubblica
«Um conto tão maravilhoso quanto sinistro. Ler Elizabeth é como permitir que o demónio entre em ti e que gostes disso. Como um fantasma que entra nos teus ossos e te persegue muito depois de o teres lido. Que conto de terror tão especial.»
Virginia Feito