No momento em que Xuela Richardson abria os olhos para o mundo, a mãe despedia-se dele. Aproximando-se do fim da própria vida, Xuela rememora sem tabus a infância na ilha de Dominica, marcada a ferros pela ausência da mãe, pelo abandono de quem deveria zelar por ela, pelo desajuste com a autoridade e a discriminação. E pela solidão arrebatadora, que a transforma numa mulher incapaz de amar: a família, os homens, os colonizadores, os poderosos, os filhos que decide não ter. A cada novo passo, o seu caminho entrelaça-se irremediavelmente com o da progenitora.
Jamaica Kincaid, excelsa representante da literatura caribenha, traça com inebriante lirismo o retrato de uma vida ensombrada pelo «vento negro e sombrio» dos fantasmas.
Os elogios da crítica:
«Jamaica Kincaid brinda-nos com uma reflexão assombrosa sobre a vida, escrita com a prosa mais bela que podemos encontrar na literatura contemporânea.»
The New York Times
«Kincaid tem uma obra sólida sobre a relação entre autobiografia e colonialismo, o feminino, o imaginário do Caribe. É um lamento, é raiva e quase uma oração.»
Isabel Lucas, Ípsilon
«Uma prosa belíssima e absolutamente clara.»
José Mário Silva, Expresso
«Um romance que deixa ecos inapagáveis em quem o lê.»
Babelia
«Jamaica Kincaid brinda-nos com uma reflexão assombrosa sobre a vida, escrita com a prosa mais bela que podemos encontrar na literatura contemporânea.»
The New York Times
«Um livro que nos assombra e deslumbra […] Kincaid escreve como uma lucidez e precisão invejáveis e um toque lírico que aspira à condição de poesia.»
Boston Sunday Globe
«Jamaica Kincaid transcende o tempo e a categorização. […] É uma das grandes cronistas das dinâmicas de família no século XX.»
The Guardian
«Não recordo nenhum outro escritor cuja voz contenha tamanha intensidade de raiva e de amor. É uma sonoridade mágica, litúrgica, cheia de música.»
The Paris Review
«Fontes bem informadas em Estocolmo sussurram há vários anos o nome de Jamaica Kincaid como séria candidata ao Prémio Nobel de Literatura.»
La Vanguardia