Cosme é um velho desmemoriado, à deriva no tempo: o filho de colonos em Luanda, o alferes debaixo de fogo nas Terras do Fim do Mundo, o retornado na Lisboa revolucionária.
Mouzinho, antigo guerrilheiro angolano, julga-se um homem resolvido, coleciona citações e ensina aos mais novos que a guerra colonial também foi de libertação.
Cosme é branco. Mouzinho, negro.
Em tempos amigos de infância e adolescentes apaixonados pela mesma mulher, vivem em lados opostos de uma mesma história de violência: o colonialismo, a guerra, a descolonização e o fim de um império que, sendo ferida, nunca chega a ser cicatriz.
Depois de Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora), Hugo Gonçalves traz-nos um romance magistral sobre a vida colonial e o seu colapso, desmistificando o passado na tentativa de questionar o presente.
Sobre Revolução:
«O melhor romance português do ano. […] Revolução evidencia uma unidade coerente, trespassada por uma pulsão dionisíaca, mantendo um contínuo de picos dramáticos conjugados com nós de suspense.»
Miguel Real, Jornal de Letras
«Já tínhamos lido quase tudo sobre clandestinidade e euforias e sobressaltos do PREC. […] Encontra este livro o rasgão, a fenda, a passagem secreta? Encontra. […] Aqui não há heróis, mesmo se todos aqueles que se cruzam connosco nestas páginas em algum momento afrontam os deuses e a morte.»
Fernando Alves
«Um romance na esteira de autores como Hillary Mantel, Pat Barker e mesmo Tolstói.»
Helena Vasconcelos, Público
«É um daqueles livros que nos seguram pelos colarinhos e nos obriga a lê-lo de um só fôlego.»
Tereixa Constela, El País
«O leitor que entre neste romance extraordinário chegará à última página com o coração encolhido e com uma certeza: que um dos melhores escritores do mundo é português e se chama Hugo Gonçalves.»
Celso Varela, Zenda
«Um romance monumental.»
Karina Sainz Borgo, ABC Cultural
Sobre Deus Pátria Família:
«Deus Pátria Família agarra o leitor pelos colarinhos, logo a abrir, e nunca mais o abandona. […] Podemos lê-lo como um policial, uma reconstituição histórica, um questionamento religioso, um estudo de personagens, um enredo com pontas bem atadas. Mas talvez seja, acima de tudo, um desafio ao leitor: o de se rever hoje no que o passado já experienciou. Ler para não radicalizar.»
Luís Ricardo Duarte, Visão
«A escrita ágil, precisa, exuberante de Hugo Gonçalves recupera, na perfeição, o ambiente de medo, desconfiança e perigo da cidade durante a Guerra. […] Hugo Gonçalves consegue a proeza de conjurar, com a sua escrita, um Portugal ‘amordaçado’.»
Helena Vasconcelos, Público