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As mulheres invisíveis de Kerry Barrett

Desde cedo que Kerry Barrett é apaixonada por livros. Em pequena, devorava Noel Streatfeild e Enid Blyton, dois autores que ainda considera dos seus favoritos. Fez sentido, portanto, que tivesse estudado Literatura Inglesa na faculdade. Durante dez anos, trabalhou como jornalista numa revista, escrevendo sobre séries de culto inglesas como EastEnders e Coronation Street. O seu primeiro romance foi escrito à mão (uma desculpa para comprar cadernos bonitos), nas viagens de comboio entre casa e o trabalho, tarefa que lhe levou dez anos a completar.

No início da sua carreira enquanto escritora, dedicou-se à ficção contemporânea. Só mais tarde lhe surgiu o apelo pelo romance histórico, com foco nas mulheres invisíveis dos períodos de guerra e as suas histórias, que ninguém conta. A Livraria dos Segredos passa-se durante a segunda guerra mundial e desvenda os meandros do mundo da espionagem da Lisboa, nessa altura. A personagem principal, Lara Hope,  chega a Lisboa à procura de uma família que nunca conheceu. Com a guerra a assolar a Europa, Lara encontra refúgio e sentido de pertença na tranquila livraria da sua senhoria, num dos recantos mais bonitos da cidade. Porém, ao reparar num cliente a trocar secretamente um livro por outro, apercebe-se de que a livraria não é apenas uma loja. Lara mergulha então num mundo labiríntico de mistério e dissimulação, encontrando novos amigos, um romance inesperado e até mesmo a realeza.

O livro das Últimas Cartas, o romance mais recente da autora, divide-se entre duas linhas cronológicas: os anos quarenta e a atualidade. Com Londres como pano de fundo, a narrativa debruça-se sobre duas mulheres, Stephanie e Elsie, ligadas através do tempo por um livro de cartas de guerra. É através destas cartas que Stephanie descobre a história de um amor secreto, de uma escolha desesperada e da coragem inimaginável da mulher por detrás de tudo isto: Elsise, uma enfermeira de guerra.

   

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