Uma trabalhadora de uma gigantesca empresa de expedição de encomendas, Bárbara de seu nome de guerra, vive um precário equilíbrio entre uma gravidez escondida, o conforto das redes sociais e o aconselhamento terapêutico aos colegas de trabalho, prisioneiros de ansiedades várias. Convidada a partilhar um voo de turismo espacial como única operária entre astronautas milionários, aproveita o passeio na atmosfera para anunciar a sua condição e exercer uma pequena grande vingança sobre um dos milionários, reconhecido assediador.
Regressada do espaço, assiste ao lento desmoronar da atmosfera fabril, com a chegada de novas máquinas trabalhadeiras a relegarem o operariado ao despedimento e ao desespero, enquanto a administração oferece como menu consolador uma panóplia de eremitas, falsos santos, mulheres-mágicas e especialistas do fim do mundo, entre outros.
Os elogios da crítica
«A arte de José Gardeazabal consiste em encontrar um terreno comum entre o triunfo da linguagem desenfreada e a voz imperiosa da consciência social.»
Alberto Manguel
«Um livro extraordinário, ninguém escreve com esta estranheza, inteligência e talento em Portugal.»
José Riço Direitinho (sobre Quando éramos peixes)
«Mereceria integrar as antologias dos melhores textos da literatura portuguesa de todos os tempos.»
Miguel Real, Jornal de Letras (sobre A melhor máquina viva)
«[…] um autor com uma cultura literária extraordinária, este é o desenho de uma distopia radical.»
Eliane Robert Moraes, Júri do Prémio Literário Oceanos (sobre A melhor máquina viva)
«Se necessário fosse, o segundo romance de José Gardeazabal vem confirmá-lo como uma das grandes vozes da literatura portuguesa.»
José Riço Direitinho, Público (sobre A melhor máquina viva)
«[Um livro que,] pela sua qualidade literária e originalidade estrutural, e também pelo testemunho que as páginas sumariam, cristalizará este tempo estranho transfigurado na memória estética da Literatura.»
Miguel Real, Jornal de Letras (sobre Quarentena – Uma história de amor)
«O aparecimento de José Gardeazabal no plano literário europeu contribui para uma desconstrução da Europa moderna.»
Ana Catarina Anjos, A Europa Face à Europa: Poetas Escrevem a Europa
«Máquina narrativa em que a ferocidade da ironia esmaga os leitores desavisados. […] esta é uma catarse literária contínua.»
Revista Visão (sobre Origami)
«Origami é um livro político, […] no sentido moderno e abrangente. Uma lúcida biografia dos nossos tempos.»
José Riço Direitinho, Público