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Perdeu-se relógio de senhora

Um romance fundamental, de indesmentível valor literário, sobre o fascismo e o 25 de Abril no feminino.

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em eBook

Descrição

Portugal, anos de fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura.

Por um acaso do destino, estas três mulheres, que tinham tudo para não se cruzar, acabarão a partilhar a mesma casa, um apartamento na Duque d’Ávila, em Lisboa. E, embora a vida de cada uma tenha seguido, até ao momento desse acaso, o seu percurso distinto, sobre todas elas pesou a pata da ditadura. Assim no-lo diz uma narradora sagaz, que vai recuperando a memória de como se vivia, alertando para os perigos de não se saber olhar para trás e lembrando Abril, esse mês em que se matou a sede.

Perdeu-se relógio de senhora é um romance fundamental, de indesmentível valor literário, e Alice Brito, uma autora cuja voz, límpida e acutilante, urge ouvir.

Os elogios da crítica:

«Alice Brito finta os chavões e o maniqueísmo da ditadura de Salazar para, através da vida do povo, revelar a forma como o autoritarismo se imiscuiu no espaço íntimo. Não é coisa pouca. É mesmo quase tudo. […] A prosa de Alice Brito é limpa, boa, direta ao osso. E lá dentro está o mundo: gente que, sem ascender ao épico, nos mostra o estado de um país.»
Ana Bárbara Pedrosa, Expresso (Perdeu-se relógio de senhora)

«Sem nostalgia fácil nem idealizações históricas, Alice Brito constrói um romance profundamente humano, feroz, por vezes brutal, mas também cheio de humor, ironia e inesperada ternura. Um livro onde a História deixa de ser monumento e regressa ao lugar onde realmente acontece: dentro das pessoas.»
Patrícia Reis (Perdeu-se relógio de senhora)

«Perdeu-se relógio de senhora é um livro sobre a alegria e a memória. É ficção contada a partir de factos históricos. […] A narrativa traça o percurso, a diferentes ritmos e camadas de sofrimento […] daquilo que foi ser mulher durante o salazarismo e firma-se também por isso como um testemunho irredutível de memória, para que não nos esqueçamos “do que era o portugalinho de então, a fome e a miséria materiais e mentais que grassavam o território de norte a sul”.»
Observador

«É da mais elementar justiça celebrar a façanha de Alice Brito neste romance exemplar: contar histórias importantes da nossa História comum. […] As Mulheres da Fonte Nova é, decididamente, um romance “feminista”, na senda dessa obra exemplar que é As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta, embora estabeleça um contraste marcante com esta última obra no que diz respeito à linguagem – intensamente lírica e elegante em Maria Teresa Horta, cruamente direta (naturalista) em Alice Brito.»
Helena Vasconcelos, Público

«A condição feminina […] atravessa o romance. Não podia ser de outro modo […]. A nitidez fere, razão acrescida (a História ensina) para apagar certos retratos. Veja-se o que aconteceu a Picasso quando retratou Estaline.»
Eduardo Pitta, Sábado (sobre O dia em que Estaline encontrou Picasso na biblioteca)

«Uma história de amor, traição, crime e crueldade dá corpo às personagens. […] Emergida na segunda década do século XXI, com três romances publicados de qualidade estética indesmentível, Alice Brito tornou-se, em seis anos, uma importante figura literária do panorama do romance português.»
Miguel Real, Jornal de Letras (sobre A noite passada)

Também disponível em EBOOK:

Autor(a) Alice Brito

ISBN 9789895894420
Data de publicação Maio de 2026
Edição atual 1.ª
Páginas 320
Apresentação capa mole
Dimensões 145x230mm
Idade recomendada Adultos
Partilhar:
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Perdeu-se relógio de senhora

Um romance fundamental, de indesmentível valor literário, sobre o fascismo e o 25 de Abril no feminino.

3 em stock

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Características

Autor(a) Alice Brito

ISBN 9789895894420
Data de publicação Maio de 2026
Edição atual 1.ª
Páginas 320
Apresentação capa mole
Dimensões 145x230mm
Idade recomendada Adultos
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Descrição

Portugal, anos de fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura.

Por um acaso do destino, estas três mulheres, que tinham tudo para não se cruzar, acabarão a partilhar a mesma casa, um apartamento na Duque d’Ávila, em Lisboa. E, embora a vida de cada uma tenha seguido, até ao momento desse acaso, o seu percurso distinto, sobre todas elas pesou a pata da ditadura. Assim no-lo diz uma narradora sagaz, que vai recuperando a memória de como se vivia, alertando para os perigos de não se saber olhar para trás e lembrando Abril, esse mês em que se matou a sede.

Perdeu-se relógio de senhora é um romance fundamental, de indesmentível valor literário, e Alice Brito, uma autora cuja voz, límpida e acutilante, urge ouvir.

Os elogios da crítica:

«Alice Brito finta os chavões e o maniqueísmo da ditadura de Salazar para, através da vida do povo, revelar a forma como o autoritarismo se imiscuiu no espaço íntimo. Não é coisa pouca. É mesmo quase tudo. […] A prosa de Alice Brito é limpa, boa, direta ao osso. E lá dentro está o mundo: gente que, sem ascender ao épico, nos mostra o estado de um país.»
Ana Bárbara Pedrosa, Expresso (Perdeu-se relógio de senhora)

«Sem nostalgia fácil nem idealizações históricas, Alice Brito constrói um romance profundamente humano, feroz, por vezes brutal, mas também cheio de humor, ironia e inesperada ternura. Um livro onde a História deixa de ser monumento e regressa ao lugar onde realmente acontece: dentro das pessoas.»
Patrícia Reis (Perdeu-se relógio de senhora)

«Perdeu-se relógio de senhora é um livro sobre a alegria e a memória. É ficção contada a partir de factos históricos. […] A narrativa traça o percurso, a diferentes ritmos e camadas de sofrimento […] daquilo que foi ser mulher durante o salazarismo e firma-se também por isso como um testemunho irredutível de memória, para que não nos esqueçamos “do que era o portugalinho de então, a fome e a miséria materiais e mentais que grassavam o território de norte a sul”.»
Observador

«É da mais elementar justiça celebrar a façanha de Alice Brito neste romance exemplar: contar histórias importantes da nossa História comum. […] As Mulheres da Fonte Nova é, decididamente, um romance “feminista”, na senda dessa obra exemplar que é As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta, embora estabeleça um contraste marcante com esta última obra no que diz respeito à linguagem – intensamente lírica e elegante em Maria Teresa Horta, cruamente direta (naturalista) em Alice Brito.»
Helena Vasconcelos, Público

«A condição feminina […] atravessa o romance. Não podia ser de outro modo […]. A nitidez fere, razão acrescida (a História ensina) para apagar certos retratos. Veja-se o que aconteceu a Picasso quando retratou Estaline.»
Eduardo Pitta, Sábado (sobre O dia em que Estaline encontrou Picasso na biblioteca)

«Uma história de amor, traição, crime e crueldade dá corpo às personagens. […] Emergida na segunda década do século XXI, com três romances publicados de qualidade estética indesmentível, Alice Brito tornou-se, em seis anos, uma importante figura literária do panorama do romance português.»
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