O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma?
Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturais e um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestrutura de partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada.
Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica».
De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Os elogios da crítica:
«Hiperpolítica está entre os melhores e mais impressionantes esforços para oferecer um modelo do presente político em toda a sua estranheza enlouquecedora ensandecedora.»
David Wallace-Wells, The New York Times
«Jäger oferece uma análise incisiva do momento político contemporâneo. É um apelo, urgente e esclarecedor, a que desconectemos e estejamos presentes.»
Publishers Weekly
«Nunca estivemos tão conscientes de tanta coisa – da política corrosiva, das catástrofes diárias, das banalidades das celebridades – conhecendo, ao mesmo tempo, tão pouco. Essa irrealidade vertiginosa e omnipresente, sugere Anton Jäger, é a era da hiperpolítica.»
Lit Hub, Most Anticipated Books of 2026
«Jäger demonstra que o nosso discurso cada vez mais saturado impede que alternativas radicais ganhem forma, mantendo-nos reféns num limbo hiperpolítico: um presente que não termina, caracterizado pela “politização extrema sem consequências políticas”.» John Livesey, Jacobin