Um jovem casal em crise abandona a cidade onde vive e parte para uma aldeia remota no interior de Espanha, em busca de uma vida mais simples e despojada. O que vêem é isto: uns quantos casinhotos e hortas, e um punhado de homens e mulheres empedernidos, que falam o mínimo. O que não querem ver são os seus próprios demónios, vazios e abismos, que ameaçam fazer ruir o que os levou até ali. Até ao dia em que uma mulher aparece acompanhada de uma menina, filha de todos e de ninguém, e vem mostrar que, enquanto houver uma criança a fazer perguntas ao mundo, a vida existe, tal como há luz enquanto o pavio da vela arder.
Polifónico e sombrio, eis um romance que mergulha nos abismos mais fundos, onde a falta de luz é sempre a maior ameaça.
Os elogios da crítica:
«Uma das mais destacadas escritoras da sua geração.»
El País
«Moreno escreve com a austeridade de um relojoeiro.»
El Cultural de El Mundo
«A escrita de Lara Moreno mergulha nos abismos da realidade. Lida magistralmente com a inquietação, o desespero, a estranheza e o medo. Uma voz bela e poderosa.»
Rosa Montero
«A característica mais evidente da prosa de Lara Moreno, e aquela que impressiona imediatamente o leitor, é a sua capacidade de perturbar. E não apenas pela estranheza da realidade que descreve, mas também pelas elipses e lacunas que completam o discurso.»
La Vanguardia
«Uma escrita complexa, vigorosa e que não esmorece. […] Nada é gratuito. Um achado.»
José María Guelbenzu
«Lara Moreno é toda uma descoberta.»
ABC
«Uma viagem intensa e intimista […] numa narrativa repleta de reflexões e conceitos, tecida magistralmente pela mão de uma poetisa.»
EFE
«Uma das aparições mais gratificantes da temporada. Uma narrativa deslumbrante, avessa ao sentimentalismo e movida pela esperança.»
El Confidencial
«Um forte romance de personagens, centrado na ideia de violência — a visível e a calada. […] Com um tom poético e um registo a tocar o desespero, aqui a desempenhar bem o papel de pôr o leitor a querer desvendar mais sobre o que corre no íntimo das três mulheres, acompanha-se a existência de cada uma delas. […] De uma forma subtil, é um livro que fala da solidão dentro das comunidades, da brutalidade das migrações, dos maus-tratos em casa e da estratificação social à luz dos dias de hoje.»
Mariana Correia de Barros,Visão (sobre Três mulheres na cidade)
«Um retrato vibrante, simultaneamente cru e poético, sobre gentrificação, subjugação e violência de género.»
Gonçalo Correia, Sábado (sobre Três mulheres na cidade)