Romance inaugural de László Krasznahorkai sobre um mundo em decadência, falsos profetas e utopias falhadas, já considerado uma obra-prima da literatura contemporânea, foi igualmente adaptado ao cinema num filme de culto de Béla Tarr.
PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2025
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Numa planície desolada, fustigada pela chuva incessante e pelo vento, ergue-se o que resta de uma antiga cooperativa agrícola, tornada agora cenário cinzento de decadência, ruína e espera. Na taberna local, as moscas zumbem, as aranhas tecem, e os poucos habitantes que ainda ali subsistem, personagens apáticas, alcoólicas, grotescas, bebem e dançam ao som do acordeão. Os tangos sucedem-se a um ritmo infernal, enquanto todos aguardam pela manhã e pelo anunciado regresso do misterioso Irimiás, «o homem das situações desesperadas e pastor de homens sem esperança», dado há muito como morto e promovido a figura messiânica. É nas mãos deste charlatão e na sua falsa boa nova que depositam os seus sonhos e destino.
Romance inaugural e obra-prima de László Krasznahorkai, Prémio Nobel de Literatura 2025, O Tango de Satanás é uma parábola universal repleta de simbolismo religioso e político que já alcançou o estatuto de clássico contemporâneo, tendo sido adaptado ao cinema por Béla Tarr.
Tradução do húngaro de Ernesto Rodrigues.
Os elogios da crítica:
«Hipnótico, tragicamente cómico, grotesco. Lê-lo é uma tarefa de resistência com recompensa assegurada.» Isabel Lucas, Público
«Como obra literária, deixou marca indelével no panorama pós-moderno, elevando o seu autor a sucessor do legado de Franz Kafka e granjeando-lhe o título de “mestre do apocalipse”.» Pedro Henrique Miranda, Sábado