Um livro de estreia sem par na literatura portuguesa atual.
Autora distinguida com a primeira edição da bolsa literária Penguin.
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Em Pré-venda: Entrega a partir de segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Descrição
Maternidade, trabalho, escrita: Labor enlaça os veios que constituem a história da vida de uma mulher, reconfigurada no momento em que, aos vinte e um anos, se torna mãe. É um livro em gestação: pessoal e político, nutrido e desnutrido pela experiência que ora lhe dá forma, ora o apaga. Uma narrativa que se debate com as circunstâncias da sua própria existência, usando a linguagem como corpo, sonho, jogo, como campo de batalha e campo aberto.
Afiado e audaz, mais lúcido do que lírico, o livro de estreia de Catarina Barros desfia a sucessão de empregos precários por que a autora passou e defende que os trabalhos do cuidado, historicamente invisibilizados, não são exteriores à literatura. Memória e filosofia, citação e narrativa são os feixes de uma singular reflexão sobre liberdade, criação e as condições políticas que permitem — ou não — que uma mulher escreva a sua história.
«Entediam-me o Marx, o Weber e o Grupo Krisis, prefiro os contos da Tillie Olsen e da Lucia Berlin. Não conheço as minhas camaradas, mas sei que passam muito tempo em casa, atendendo às necessidades mais urgentes, sem desistir da alegria. […] Sou da classe das que esperam que os filhos durmam, ou cresçam, para poderem continuar com as suas vidas; das que são para os outros um corredor e para si mesmas um intervalo; das que enlouqueceram ou se mataram; das que murcharam e das que azedaram.»
Maternidade, trabalho, escrita: Labor enlaça os veios que constituem a história da vida de uma mulher, reconfigurada no momento em que, aos vinte e um anos, se torna mãe. É um livro em gestação: pessoal e político, nutrido e desnutrido pela experiência que ora lhe dá forma, ora o apaga. Uma narrativa que se debate com as circunstâncias da sua própria existência, usando a linguagem como corpo, sonho, jogo, como campo de batalha e campo aberto.
Afiado e audaz, mais lúcido do que lírico, o livro de estreia de Catarina Barros desfia a sucessão de empregos precários por que a autora passou e defende que os trabalhos do cuidado, historicamente invisibilizados, não são exteriores à literatura. Memória e filosofia, citação e narrativa são os feixes de uma singular reflexão sobre liberdade, criação e as condições políticas que permitem — ou não — que uma mulher escreva a sua história.
«Entediam-me o Marx, o Weber e o Grupo Krisis, prefiro os contos da Tillie Olsen e da Lucia Berlin. Não conheço as minhas camaradas, mas sei que passam muito tempo em casa, atendendo às necessidades mais urgentes, sem desistir da alegria. […] Sou da classe das que esperam que os filhos durmam, ou cresçam, para poderem continuar com as suas vidas; das que são para os outros um corredor e para si mesmas um intervalo; das que enlouqueceram ou se mataram; das que murcharam e das que azedaram.»